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sexta-feira, 9 de abril de 2010

PORTÃO EM CHAPA - BRAVO - CHARLIE


Estrutura geral do portão em tudo quadrado galvanizado, 40x40x1,5mm, e parte superior (pescoço de cavalo) em tubo rectangular 40x30x1,5mm, para facilitar o enfeite. Este pequeno arco, serve apenas para dar uma forma mais agradável.


O revestimento exterior foi feito em chapa galvanizada com 1,5mm de espessura, fixada com rebites cegos de alumínio. Cada chapa foi colocada na horizontal para colocar um acabamento em barra 30x8 em forma de meia-cana, não deixando ver a zona do apegamento. Ao centro o acabamento foi feito em barra galvanizada 40x3, com um caracol na parte superior.


São várias as opções de fixação, desde os olhais normais, relas inferiores e superiores com ou sem rolamentos, dobradiças ajustaveis, entre outros mais ou menos artesanais. Neste caso foram utilizados olhais torneados (130x25), três por folha, fixados á parede com bucha química. Foi escolhido a bucha química por ser mais facil a utilização, podendo também utilizar-se buchas metálicas.


A fechadura pode ser a gosto ou á medida do que se queira gastar, embora as fechaduras á venda no mercado têm o canhão pequeno para transpor o tubo de 40mm, sendo necessário adquirir uma fechadura de canhão longo. Como acabamento foram colocados dois puxadores, como forma de embelezamento.


A pintura foi feita depois do portão devidamente lavado e desengordurado com detergente e água em abundância. Neste caso foi utilizado tinta "mordente" própria para galvanizados da Marilina (Polocril).


Dicas extras:
Não deve ser utilizado buchas nylon, uma vez que cada folha do portão pesa cerca de 85 Kg, e não permite uma fixação muito sólida.
O batente de baixo é galvanizado da FAC para chumbar.
Por dentro foi colocado um esticador em ferro para fixar melhor o portão, por se tratar de uma zona onde o vento por vezes sopra com bastante intensidade. Em 23 de Dezembro de 2009, depois do vento forte que se fez sentir na zona do Oeste, alguns portões, foram encontrados abertos no dia seguinte, se estes portões tivessem esticadores, estes casos não se verificavam.
Foi colocado um revestimento á volta do canhão da fechadura para dificultar a abertura por pessoas amigas do alheio.

quinta-feira, 25 de março de 2010

PORTÃO CHAPA ABERTURA ANGULAR


Portão em tubo quadrado galvanizado 40x40x1,5mm, com ligeiro pescoço de cavalo, as zonas de soldadura foram decapadas e metalizadas a quente. Parte exterior do portão é em chapa lisa galvanizada com 1,5mm de espessura e aplicada com rebites. O batente é em barra galvanizada 40x3mm aplicada com rebites.
Actualmente tem-se vindo a utilizar cada vez menos as dobradiças tipo olhal, mas neste caso especifico tem mesmo que ser utilizado este tipo de olhal.
Este portão visto de fora parece normalíssimo, mas tem uma particularidade muito importante, e fora do comum. No quadro no canto inferior direito, pode ver-se o olhal inferior, o superior não se vê, mas fica junto ao tubo, criando um ângulo aberto entre os dois olhais e a face lateral do tubo.
A pergunta surge, para quê todo este trabalho ? Esta montagem permite que o portão ao abrir, vá levantando/inclinando o portão para poder passar por cima de uma rampa que esteja logo atrás do portão.
Neste caso em concreto, foi feito por etapas , corrigindo o que estava menos bem. É possível fazer cálculos para achar a medida que o portão precisa de subir. mas !!!!
Lanço aqui o repto, para quem possa dar uma ajuda a fazer este calculo matematicamente.
Fico à espera de noticias.

quarta-feira, 24 de março de 2010

PORTÃO DECORATIVO BISCATIZ


Portão em tubo quadrado galvanizado de 40x40x1,5mm, parte inferior em barra "emalhetada" com 30x5mm. Pescoço de cavalo no meio em barra 20x5mm com caracóis feitos com máquina de voltar. Parte de cima em tubo decorativo de 25x1,5mm, terminado com setas de 100mm em cima.
Como dobradiças são utilizadas relas "superior e inferior", com rolamentos e com copo para entrada de massa consistente em baixo. Este tipo de dobradiças permite abrir o portão tanto para dentro como para fora. Neste caso tem que se ter em conta que para isso terá que ser colocado, de preferência no centro do vão, e com folga suficiente para poder abrir.
Embora fosse utilizado tubo galvanizado, a opção foi decapar e metalizar a quente toda a estrutura, permitindo assim uma maior homogeneidade do trabalho por fora e por por dentro fica mais protegido, se fosse utilizado tubo preto ficaria só metalizado por fora.
Pintura normal, com aparelho para encher a rogosidade da decapagem e depois um esmalte cor a gosto.

terça-feira, 2 de março de 2010

NEM SEMPRE, NEM NUNCA, MAS HÁ DIAS ASSIM


As palavras são muito importantes, principalmente as "sábias", inteligentes e como não pode deixar de ser, ditas no "sítio" e á hora certa. Mas como o apetite para a escrita não está no seu melhor, e também como algumas imagens valem mais que muitas palavras, aqui vai esta imagem para manter este espaço com alguma actividade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BERBEQUIM/TORNA WALT

Quando estiver a furar uma parede, não se esqueça do que pode estar lá dentro ou o que pode encontrar do outro lado.

Às vezes a surpresas acontecem, trabalhe sempre com a máxima segurança.

Já agora será potência a mais da máquina, ou a pessoa do outro lado da parede é muito "lingrinhas"???

Bom trabalho


serralharia

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

AGRAFADOR DEMOLIDOR

Vamos começar o ano com um pouco de humor, cuidado ao comprar ferramentas sem ler devidamente o respectivo manual.
Nem sempre o "faça você mesmo" dá resultado.


serralharia

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SERRALHARIA NA NET


Mais um ano passado e como sempre, vamos continuar a falar de assuntos "velhos", o ferro e seus derivados.
Este é um tema que gosto de falar e de trabalhar, ou seja gosto de fazer "quase tudo" relacionado com a serralharia, embora também a parte da electricidade me deixe com alguma água na boca.
Durante o ano de 2009, foram publicados cerca de dezasseis temas diferentes, com um número significativo de visitantes. Eu sei que o número de visitante é muito subjectivo, mas falar de um tema que é pouco falado nesta via, onde não se "vasculha" nem se diz mal de ninguém, sem polémicas, sem grandes orçamentos, sem falar de milhões para baixo e para cima, enfim sem movimentar grandes "massas". Retirando tudo isto estou satisfeito com o nível de visitantes, já não tanto satisfeito com os comentários, não pelo seu conteúdo, mas sim pela falta dos mesmos, aplique-se aquela máxima "fale-se nem que seja mal, o que é preciso e falar".

Espero que este ano de 2010, traga algumas mudanças, para melhor claro, uma delas não tão boa e com muita pena minha, vou abandonar de vez com os automatismos, por variadíssimas razões, que não vale a pena estar aqui a falar.

Depois de alguns textos com uma parte mais técnica, vou este ano dedicar-me a mostrar trabalhos já efectuados e ainda não divulgados. Podendo voltar a abordar temas já anteriormente publicados, embora com um novo tratamento.
É minha intenção este ano, ao contrário do que esteve em mente por variadíssimas vezes, continuar com a actividade, mas de uma forma mais controlada, gozando mais a actividade, fazendo trabalhos com o qual me identifico mais, ou seja abandonando mais as dores de cabeça, e outras coisas mais, "dores nas costas ??", etc, etc.

Durante o presente ano tenciono fazer uma forja com um motor que já possuo, com base em ferro e chapéu para saída de fumos em tubo. Depois da dita forja a trabalhar quero criar uma máquina para virar ferro redondo/quadrado, com espessura igual ou superior a 16mm, uma vez que inferior a esta medida já possuo uma e também, quem sabe, uma calandra para chapas finas.

Obrigado a todos os "viajantes" continuo a contar com os vossos comentários, um bom ano de 2010.

Um abraço

Biscatiz

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FERRO FUNDIDO


Os metais e outros elementos, quando misturados entre si no estado líquido em proporções convenientes, resultam num novo material denominado liga metálica. Estas podem ser de dois tipos: ligas metálicas ferrosas e ligas metálicas não ferrosas.

A gusa ou ferro fundido de primeira fusão é uma liga ferro-carbónica, ou seja uma liga ferrosa constituída por ferro e carbono.

O mineral de ferro (Magnetite, hematite, limonita), obtido por extracção pode conter uma proporção de ferro que vai até 65%, mineral que é uma substância inorgânica que se encontra no interior da terra ou à superfície.

Podemos encontrar na nossa indústria vários tipos de ferro fundido;
- Ferro fundido cinzento
- Ferro Fundido Branco
- Ferro fundido nodular
- Ferro fundido maleável
- Ferro fundido austemperado


De entre todos este tipos de ferros fundidos, o cinzento é o mais comum, devido às suas características como baixo custo (em geral é fabricado a partir de sucata); elevada usinabilidade, devida à presença de grafite livre em sua microestrutura; Alta fluidez na fundição, permitindo a fundição de peças com paredes finas, complexas; e facilidade de fabricação, já que não exige equipamentos complexos para controle de fusão e solidificação.

Este tipo de material é utilizado em larga escala pela indústria de máquinas e equipamentos, indústria automobilística, ferroviária, naval e outras. A presença de veios de grafite em sua microestrutura proporciona diversas características que tornam do ferro fundido cinzento quase que insubstituível na fabricação de carcaças de motores e bases de equipamentos. A grafite, entrecortando a matriz metálica, absorve vibrações, facilita a usinagem e confere ao ferro fundido uma melhor estabilidade dimensional.

Existem diversas classes de ferro fundido cinzento, com diferentes tipos, tamanhos e quantidades de grafite e diferentes tipos de matriz metálica (variações nos teores de perlita e ferrita). Podem ser submetidos a tratamentos térmicos para endurecimento localizado, porém, em geral, são utilizados nos estados normalizado ou recozido.

É este um dos maiores desafios para o soldador de manutenção é a soldagem do ferro fundido, este material com um elevado teor de carbono, cerca de 2,5 a 5% de carbono, este tipo de material também muitas vezes encontra-se em mau estado de conservação.
Normalmente é utilizado o electrodo à base de níquel, a soldadura deve ser feitas com cordões curtos, alternados e martelados, para não provocar aquecimento na peça a soldar.

domingo, 25 de outubro de 2009

TRESPA METEON VS FENÓLICO


TRESPA METEON

Trespa Meteon é uma placa plana, com uma ampla gama de cores, efeitos e texturas, produzida à base de resinas termoendurecidas, homogeneamente reforçadas com fibras de madeira, é fabricada só alta pressão e temperaturas elevadas, utilizando uma tecnologia patenteada (EBC). As placas têm uma superfície decorativa e são utilizadas para diversos revestimentos de fachadas, tanto no interior como no exterior, adaptando-se perfeitamente a cada tipo de utilidade que o construtor ou técnico pretenda utilizar.

Este tipo de placas oferece uma visão de futuro, proporcionando um fonte inesgotável de ideias, e utilização de variadíssimas técnicas.

PLACAS FENÓLICAS


Os compostos fenólicos são substâncias naturais a partir das quais se pode produzir resina plástica de alta resistência. Existem inúmeras aplicações deste material quer ao nível de revestimentos, quer ao nível de compartimentação.

O fenólico apresenta as seguintes características:

* A estabilidade de um painel auto-portante;
* Economia de tempo na preparação e montagem;
* A durabilidade de um revestimento altamente resistente;
* Resistência à humidade e às limpezas frequentes;
* Resistência aos agentes químicos.


No que diz respeito à área de revestimentos, o fenólico pode ser utilizado para proteger paredes e colunas/pilares em lugares públicos ou com muito tráfego humano.

Em termos de compartimentação, o fenólico apresenta várias potencialidades. Por ser um material cuja superfície se torna resistente e autoportante, o fenólico adapta-se bem às restrições dos trabalhos de compartimentação de zonas comuns ou de sanitários. É frequentemente instalado em cabines, cacifos e vestiários, integrando-se e adaptando-se na perfeição aos locais húmidos.

O fenólico permite também ser utilizado em sinalética, trabalhando o material no seu interior.

Entre outras, podem contar-se as seguintes aplicações:

* Cabines de duche, WC ou cabines de provas;
* Separações sanitárias;
* Cacifos e vestiários;
* Bancos para ginásios;
* Zonas de embarque;
* Tampos de secretária;
* Portas.
Trespa Meteon é um tipo de placa extremamente resistente às intempéries, oferecendo uma grande resistência a todo o tipo problemas que possam advir da sua utilização no exterior. Este tipo de placas permite uma grande variação de temperaturas desde -20º a +80º, não afectando a construção ou aspecto visual da placa, por outro lado, obedece a um rigoroso sistema de controlo com certificado de aprovação, sendo uma excelente escolha para uma utilização, com pouco trabalho, quer na montagem quer na limpeza e manutenção, sendo assim uma excelente escolha para todo o tipo de edifício a longo prazo.

Uma boa razão para a aplicação deste tipo de material deve-se à sua vida útil, cerca de 50 anos, e ao seu baixo custo de manutenção, apenas uma limpeza esporádica com produtos suaves, água e detergentes, inclusive os graffitis são facilmente removidos deste tipo de placa. No que trata á sua aquisição também não se pode dizer que seja muito dispendioso, dado as vantagens anteriormente referidas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AÇO CORTEN


Os arquitectos e os escultores andam entusiasmadíssimos com o aço — Aço Patinável ou Aclimatáveis, também conhecido por; "cortene", "corten", "COR-TEN®"?.

"USS COR-TEN" é uma marca registrada da United States Steel Corporation, uma das maiores produtoras de aço do mundo, sediada em Pittsburgh – PA, para seu aço estrutural de elevada resistência à corrosão atmosférica. Outras empresas também fabricam aços equivalentes, mas não podem usar a denominação, que é patenteada.

Bem, trata-se na verdade de uma marca, COR-TEN®. Com o uso tão comum deste material actualmente, ocorreu, como acontece com tantos outros nomes próprios, um fenómeno de derivação imprópria, pelo que alguns passaram a escrever "corten", outros "cortene" e outros ainda "cor-ten", este último o menos utilizado.

O aço Corten contém um alto teor de cobre, cromo e níquel, que lhe proporciona a característica cor avermelhada, como se estivesse enferrujado, mas na realidade funciona como camada protectora contra a corrosão sendo em média 3 vezes mais resistente à corrosão que o aço comum.

Os aços patináveis, quando expostos à atmosfera, iniciam a formação de uma camada de óxido compacta e aderente – a pátina – que funciona como barreira de protecção retardando a velocidade da corrosão. Os produtos da corrosão então formados são mais homogéneos, compactos, favorecendo a protecção.

Alguns aspectos relevantes ao desenvolvimento desta pátina protectora:
- A camada protectora, bem formada, só é conseguida em condições de humidade (chuva e humidade) e secagem (sol e vento);
- O tempo de formação varia em função da atmosfera local, levando de 2 a 3 anos. Após esse período ela adquire uma coloração "marrom" avermelhada;
- Locais de retenção de humidade ou partes submersas não desenvolvem a mesma protecção, pois não estão expostos à atmosfera e à luz solar;
- Locais submetidos a lavagens acentuadas e constantes, tais como zonas marítimas, não apresentam eficiência superior ao aço comum, já que a lavagem remove a pátina;
- As regiões não expostas às intempéries naturais, tais como juntas de expansão, articulações, soldas e regiões sobrepostas, apresentam comportamento crítico devendo ser cuidadosamente planejadas e tratadas.

GRAU ALTERNATIVOCOR-TEN® A
COR-TEN® B
O grau alternativo Corten A possui na sua liga um maior conteúdo em fósforo, a fim de proporcionar a esse grau uma maior resistência à corrosão atmosférica. Dessa forma esse aço é mais apropriado para aplicações onde a resistência á corrosão é mais importante que a facilidade de processamento.
O grau Corten B pode ser processado tão facilmente quanto um aço estrutural convencional.

OBS: Preço não têm a ver com a resistência é de (+/-) 4€/Kg, o aço normal está em (+/-) 0.65€/kg