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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

SERRALHARIA NA NET


Mais um ano passado e como sempre, vamos continuar a falar de assuntos "velhos", o ferro e seus derivados.
Este é um tema que gosto de falar e de trabalhar, ou seja gosto de fazer "quase tudo" relacionado com a serralharia, embora também a parte da electricidade me deixe com alguma água na boca.
Durante o ano de 2009, foram publicados cerca de dezasseis temas diferentes, com um número significativo de visitantes. Eu sei que o número de visitante é muito subjectivo, mas falar de um tema que é pouco falado nesta via, onde não se "vasculha" nem se diz mal de ninguém, sem polémicas, sem grandes orçamentos, sem falar de milhões para baixo e para cima, enfim sem movimentar grandes "massas". Retirando tudo isto estou satisfeito com o nível de visitantes, já não tanto satisfeito com os comentários, não pelo seu conteúdo, mas sim pela falta dos mesmos, aplique-se aquela máxima "fale-se nem que seja mal, o que é preciso e falar".

Espero que este ano de 2010, traga algumas mudanças, para melhor claro, uma delas não tão boa e com muita pena minha, vou abandonar de vez com os automatismos, por variadíssimas razões, que não vale a pena estar aqui a falar.

Depois de alguns textos com uma parte mais técnica, vou este ano dedicar-me a mostrar trabalhos já efectuados e ainda não divulgados. Podendo voltar a abordar temas já anteriormente publicados, embora com um novo tratamento.
É minha intenção este ano, ao contrário do que esteve em mente por variadíssimas vezes, continuar com a actividade, mas de uma forma mais controlada, gozando mais a actividade, fazendo trabalhos com o qual me identifico mais, ou seja abandonando mais as dores de cabeça, e outras coisas mais, "dores nas costas ??", etc, etc.

Durante o presente ano tenciono fazer uma forja com um motor que já possuo, com base em ferro e chapéu para saída de fumos em tubo. Depois da dita forja a trabalhar quero criar uma máquina para virar ferro redondo/quadrado, com espessura igual ou superior a 16mm, uma vez que inferior a esta medida já possuo uma e também, quem sabe, uma calandra para chapas finas.

Obrigado a todos os "viajantes" continuo a contar com os vossos comentários, um bom ano de 2010.

Um abraço

Biscatiz

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FERRO FUNDIDO


Os metais e outros elementos, quando misturados entre si no estado líquido em proporções convenientes, resultam num novo material denominado liga metálica. Estas podem ser de dois tipos: ligas metálicas ferrosas e ligas metálicas não ferrosas.

A gusa ou ferro fundido de primeira fusão é uma liga ferro-carbónica, ou seja uma liga ferrosa constituída por ferro e carbono.

O mineral de ferro (Magnetite, hematite, limonita), obtido por extracção pode conter uma proporção de ferro que vai até 65%, mineral que é uma substância inorgânica que se encontra no interior da terra ou à superfície.

Podemos encontrar na nossa indústria vários tipos de ferro fundido;
- Ferro fundido cinzento
- Ferro Fundido Branco
- Ferro fundido nodular
- Ferro fundido maleável
- Ferro fundido austemperado


De entre todos este tipos de ferros fundidos, o cinzento é o mais comum, devido às suas características como baixo custo (em geral é fabricado a partir de sucata); elevada usinabilidade, devida à presença de grafite livre em sua microestrutura; Alta fluidez na fundição, permitindo a fundição de peças com paredes finas, complexas; e facilidade de fabricação, já que não exige equipamentos complexos para controle de fusão e solidificação.

Este tipo de material é utilizado em larga escala pela indústria de máquinas e equipamentos, indústria automobilística, ferroviária, naval e outras. A presença de veios de grafite em sua microestrutura proporciona diversas características que tornam do ferro fundido cinzento quase que insubstituível na fabricação de carcaças de motores e bases de equipamentos. A grafite, entrecortando a matriz metálica, absorve vibrações, facilita a usinagem e confere ao ferro fundido uma melhor estabilidade dimensional.

Existem diversas classes de ferro fundido cinzento, com diferentes tipos, tamanhos e quantidades de grafite e diferentes tipos de matriz metálica (variações nos teores de perlita e ferrita). Podem ser submetidos a tratamentos térmicos para endurecimento localizado, porém, em geral, são utilizados nos estados normalizado ou recozido.

É este um dos maiores desafios para o soldador de manutenção é a soldagem do ferro fundido, este material com um elevado teor de carbono, cerca de 2,5 a 5% de carbono, este tipo de material também muitas vezes encontra-se em mau estado de conservação.
Normalmente é utilizado o electrodo à base de níquel, a soldadura deve ser feitas com cordões curtos, alternados e martelados, para não provocar aquecimento na peça a soldar.

domingo, 25 de outubro de 2009

TRESPA METEON VS FENÓLICO


TRESPA METEON

Trespa Meteon é uma placa plana, com uma ampla gama de cores, efeitos e texturas, produzida à base de resinas termoendurecidas, homogeneamente reforçadas com fibras de madeira, é fabricada só alta pressão e temperaturas elevadas, utilizando uma tecnologia patenteada (EBC). As placas têm uma superfície decorativa e são utilizadas para diversos revestimentos de fachadas, tanto no interior como no exterior, adaptando-se perfeitamente a cada tipo de utilidade que o construtor ou técnico pretenda utilizar.

Este tipo de placas oferece uma visão de futuro, proporcionando um fonte inesgotável de ideias, e utilização de variadíssimas técnicas.

PLACAS FENÓLICAS


Os compostos fenólicos são substâncias naturais a partir das quais se pode produzir resina plástica de alta resistência. Existem inúmeras aplicações deste material quer ao nível de revestimentos, quer ao nível de compartimentação.

O fenólico apresenta as seguintes características:

* A estabilidade de um painel auto-portante;
* Economia de tempo na preparação e montagem;
* A durabilidade de um revestimento altamente resistente;
* Resistência à humidade e às limpezas frequentes;
* Resistência aos agentes químicos.


No que diz respeito à área de revestimentos, o fenólico pode ser utilizado para proteger paredes e colunas/pilares em lugares públicos ou com muito tráfego humano.

Em termos de compartimentação, o fenólico apresenta várias potencialidades. Por ser um material cuja superfície se torna resistente e autoportante, o fenólico adapta-se bem às restrições dos trabalhos de compartimentação de zonas comuns ou de sanitários. É frequentemente instalado em cabines, cacifos e vestiários, integrando-se e adaptando-se na perfeição aos locais húmidos.

O fenólico permite também ser utilizado em sinalética, trabalhando o material no seu interior.

Entre outras, podem contar-se as seguintes aplicações:

* Cabines de duche, WC ou cabines de provas;
* Separações sanitárias;
* Cacifos e vestiários;
* Bancos para ginásios;
* Zonas de embarque;
* Tampos de secretária;
* Portas.
Trespa Meteon é um tipo de placa extremamente resistente às intempéries, oferecendo uma grande resistência a todo o tipo problemas que possam advir da sua utilização no exterior. Este tipo de placas permite uma grande variação de temperaturas desde -20º a +80º, não afectando a construção ou aspecto visual da placa, por outro lado, obedece a um rigoroso sistema de controlo com certificado de aprovação, sendo uma excelente escolha para uma utilização, com pouco trabalho, quer na montagem quer na limpeza e manutenção, sendo assim uma excelente escolha para todo o tipo de edifício a longo prazo.

Uma boa razão para a aplicação deste tipo de material deve-se à sua vida útil, cerca de 50 anos, e ao seu baixo custo de manutenção, apenas uma limpeza esporádica com produtos suaves, água e detergentes, inclusive os graffitis são facilmente removidos deste tipo de placa. No que trata á sua aquisição também não se pode dizer que seja muito dispendioso, dado as vantagens anteriormente referidas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AÇO CORTEN


Os arquitectos e os escultores andam entusiasmadíssimos com o aço — Aço Patinável ou Aclimatáveis, também conhecido por; "cortene", "corten", "COR-TEN®"?.

"USS COR-TEN" é uma marca registrada da United States Steel Corporation, uma das maiores produtoras de aço do mundo, sediada em Pittsburgh – PA, para seu aço estrutural de elevada resistência à corrosão atmosférica. Outras empresas também fabricam aços equivalentes, mas não podem usar a denominação, que é patenteada.

Bem, trata-se na verdade de uma marca, COR-TEN®. Com o uso tão comum deste material actualmente, ocorreu, como acontece com tantos outros nomes próprios, um fenómeno de derivação imprópria, pelo que alguns passaram a escrever "corten", outros "cortene" e outros ainda "cor-ten", este último o menos utilizado.

O aço Corten contém um alto teor de cobre, cromo e níquel, que lhe proporciona a característica cor avermelhada, como se estivesse enferrujado, mas na realidade funciona como camada protectora contra a corrosão sendo em média 3 vezes mais resistente à corrosão que o aço comum.

Os aços patináveis, quando expostos à atmosfera, iniciam a formação de uma camada de óxido compacta e aderente – a pátina – que funciona como barreira de protecção retardando a velocidade da corrosão. Os produtos da corrosão então formados são mais homogéneos, compactos, favorecendo a protecção.

Alguns aspectos relevantes ao desenvolvimento desta pátina protectora:
- A camada protectora, bem formada, só é conseguida em condições de humidade (chuva e humidade) e secagem (sol e vento);
- O tempo de formação varia em função da atmosfera local, levando de 2 a 3 anos. Após esse período ela adquire uma coloração "marrom" avermelhada;
- Locais de retenção de humidade ou partes submersas não desenvolvem a mesma protecção, pois não estão expostos à atmosfera e à luz solar;
- Locais submetidos a lavagens acentuadas e constantes, tais como zonas marítimas, não apresentam eficiência superior ao aço comum, já que a lavagem remove a pátina;
- As regiões não expostas às intempéries naturais, tais como juntas de expansão, articulações, soldas e regiões sobrepostas, apresentam comportamento crítico devendo ser cuidadosamente planejadas e tratadas.

GRAU ALTERNATIVOCOR-TEN® A
COR-TEN® B
O grau alternativo Corten A possui na sua liga um maior conteúdo em fósforo, a fim de proporcionar a esse grau uma maior resistência à corrosão atmosférica. Dessa forma esse aço é mais apropriado para aplicações onde a resistência á corrosão é mais importante que a facilidade de processamento.
O grau Corten B pode ser processado tão facilmente quanto um aço estrutural convencional.

OBS: Preço não têm a ver com a resistência é de (+/-) 4€/Kg, o aço normal está em (+/-) 0.65€/kg

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ESTENDAL DE ROUPA


Existe no nosso mercado uma variedade muito grande deste tipo de trabalho, mas com um pouco de imaginação e paciência consegue-se fazer qualquer coisa de novo.
Com as nossas temperaturas cada vez mais perto de um clima tropical, ficamos com necessidade de andar sempre preocupados com o tempo para apanhar a roupa antes de qualquer percalço.
Foi assim que a família Tinta sentiu a necessidade de fazer um estendal com rodas. Depois a pedido de algumas pessoas o "Biscatiz" sentiu a necessidade de fazer algumas pequenas alterações no projecto original e assim saiu um estendal conforme mostra o desenho;
Estendal em tudo quadrado galvanizado de 35x35x1,5mm, quatro rodas giratórias com travão com cerca de 100/120mm e cordas para estender a roupa em cabo de aço revestido a plástico, neste caso também podem ser usadas cordas de nylon ou outro tipo qualquer de corda.
Para acabamento coloca-se tampas plásticas nos terminais do tubo e pinta-se com tinta própria para galvanizados com uma cor a gosto.
Quanto à automação deste "carrinho da roupa", bom ! fica para a próxima, desde já posso dizer que está entregue ao Departamento de tecnologia e investigação. Quem sabe este trabalho já está realizado quando Marte voltar a passar perto da terra, será que passou mesmo?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

PORTÃO REDE - TANGO - FOXTROT



Este tipo de portão tem uma disposição dos tubos um pouco diferente do habitual, não foi utilizado "meia esquadria", ou seja ângulos a 45º. Neste caso as travessas de cima e de baixo foram topar a cerca de +/- 100 mm de cima e de baixo do tubo vertical.
Nos postes verticais foram utilizados tubos quadrados galvanizados com 40x40x1,5mm, e nas travessas horizontais utilizaram-se tubos rectangulares galvanizados com 40x30x1,5mm. Esta diferença permite encaixar a rede lacada com cerca de 6mm.
Dobradiças reguláveis, aplicadas com buchas para um melhor ajustamento em caso de ser necessário. Fechadura basculante com trinco, embutida no interior do tubo. O fecho de culatra também é galvanizado e com mola para uma utilização mais confortável.
Pilares laterais em tubo quadrado galvanizado de 80x80x2mm, podendo também ser fixado em pilares de betão.
Depois da estrutura soldada e rectificada, limpa-se toda a estrutura, aplica-se tinta, própria para galvanizados, ou aparelho para galvanizados e de seguida esmalte cor a gosto.
Aplica-se a rede distribuindo de forma uniforme pingos de solda. esta soldadura vai queimar um pouco o lacado da rede, mas por fim com uma lixa da-se uma passagem nas zonas queimadas, coloca-se um pouco de spray de zinco e faz-se o acabamento com tinta utilizada na estrutura do portão.

Os topos dos tubos levam tampas plástica, que podem ser pintadas da cor do portão ou ficar com a cor original, normalmente preto.

domingo, 17 de maio de 2009

PORTÃO EM CHAPA - NOVEMBER - PAPA


Portão com estrutura em tudo quadrado galvanizado, de preferência 40x40x1,5mm, para poder suportar o peso da chapa de 1,5mm de espessura (mais ou menos 40 Kg numa chapa de 2500x1250).

O "Pescoço de Cavalo" ou "tipo arco" serve apenas para embelezar o conjunto final do portão, dando assim uma forma mais agradável, ás vezes também se utilizam enfeites em barra.

Fixação da chapa feita com rebites de pressão, ou soldada à estrutura do portão por dentro.

Sistema de dobradiças: São várias as opções, desde os olhais normais, às relas inferiores e superiores com rolamentos ou dobradiças variáveis que permitem uma maior correcção caso seja necessário. (Ver texto sobre dobradiças) Fechadura a gosto ou á medida do que se queira gastar e a colocação de dois puxadores, um em cada portão, ficando mais harmonioso.

Devido às dimensões do portão não é possível utilizar apenas uma chapa por folha, por isso foram feitos uns arcos em barra (25x5 ou 30x5, ou varão quadrado, a gosto) tendo sido metalizados antes da aplicação final. Este arco além de reforçar ainda mais a chapa já de si forte, dá um aspecto mais clássico e permite esconder a junta da chapa, ficando apenas ao centro e nas laterais um pequeno espaço onde se vê a junta.

Pintura: Lavagem e desengorduramento de todas as zonas, tubo e chapas, utilização de spray de zinco nas zonas de fácil oxidação, e pintura com tinta própria para galvanizados, quer utilizando aparelho ou o esmalte directo.

Na montagem o mais seguro é a utilização de bucha química, podendo também ser utilizadas buchas metálicas, devendo-se excluir as buchas de nylon.








terça-feira, 5 de maio de 2009

PORTÃO EM TUBO - NOVEMBER - VICTOR



Portão em tubo galvanizado, 40x40x1,5mm, utilizando dobradiças reguláveis, (Diversos tipos disponíveis no nosso mercado, ou manufacturadas na própria oficina). A estrutura tem que ter um tubo a fazer a diagonal, porque o acabamento por fora não garante grande solidez da estrutura. A pintura é feita depois de devidamente lavado e retirada toda a gordura, com tinta própria para galvanizados para não desfolhar com as temperaturas elevadas.
O acabamento por fora é feito com paus tratados (6/8) abertos ao meio, e fixados ao tubo com parafusos auto-perfurante, de preferência de cabeça de embeber, ou com outra qualquer a gosto do proprietário. O paus podem-se utilizar tirando o bico, e colocando a parte mais grossa para baixo, ou com o bico para cima, ficando com um acabamento tipo seta.
Se o portão for mais alto deve-se utilizar uma travessa ao meio, e colocar duas diagonais em forma de V na horizontal.

sábado, 28 de março de 2009

SERRALHARIA - DICAS E SUGESTÕES












Neste tipo de trabalho (ferro) existe uma grande variedade e uma grande liberdade para efectuar os trabalhos solicitados no dia-a-dia, existem diversas "escolas", diversos mestres, variadíssimas zonas de influências deste e daquele trabalho, e também um evoluir de geração para geração, quer no material usado, quer no modo com se executa.

À partida pode olhar-se para um determinado trabalho e até parece muito perfeito, mas pode estar por ali um número indeterminado de problemas "Aldrabices".
Qualquer trabalho, seja desta arte ou de outra, deve primar pelo bom gosto, sair o mais perfeito possível de uma forma harmoniosa. Neste capítulo podemos dar vários exemplos, mas o que me desgosta mais é ver um portão de correr á "meia canela", ou seja muita folga por baixo, evitando o trabalho de embutir as rodas no tubo inferior do portão. (Conclusão, menos material, menos tempo, logo menos €'s)


ESTRUTURAS EM TUBO



No caso do material, podemos começar pela estrutura, neste caso tem a ver com a espessura da parede, a medida exterior, o tipo de tubo utilizado (Redondo, Quadrado, Rectangular) e também o seu tratamento. O material galvanizado aumenta significativamente o tempo de vida do trabalho, devendo-se proteger as soldaduras com spray "galvanização a frio", para que essas zonas não venham a oxidar com facilidade.
No caso do tubo não ser galvanizado deve ter-se muita atenção para que a água não entre no interior do tubo, ficando lá armazenada provocando a oxidação do tubo de dentro para fora, mesmo que bem protegida a estrutura por fora com um bom aparelho e tinta de esmalte, este tubo acaba sempre por (oxidar)"apodrecer". São várias as situações que podem levar à entrada de humidade para dentro do tubo; Poros que ficam durante a soldadura, "carepa" que acaba por cair com o tempo, no caso de soldadura por eléctrodo revestido; fixação da chapa com rebites de pressão em alumínio ,que com o tempo acabam por ir alargando; Colocação de fechos ou fechadura com parafusos para o interior do tubo; ou seja, deve ser evitado tudo o que potencie a entrada de humidade para dentro da estrutura. O exterior deste tubo pode ainda ser protegido com um tratamento de decapagem e metalização (Ver artigos "Decapagem, Metalização).


ESTRUTURAS EM FERRO DIVERSAS (GRADEAMENTOS)



Nos gradeamentos por norma, utiliza-se uma grande diversidade de material; Tubos diversos, Ferros redondos, quadrados, barras de diversas medidas, etc. Para este tipo de trabalho não encontramos muito material já galvanizado, então só depois do trabalho executado leva-se a uma decapagem seguida de metalização. Para que a metalização resulte em pleno deve-se evitar grandes espaços onde encostamos "ferro com ferro", porque nesse local a metalização não chega ao seu interior. O mais eficaz é a soldadura geral de toda a zona envolvente, ou seja, isolamento total da zona interior, caso não seja possível deve-se soldar a parte superior, para que a água possa correr sem se infiltrar entre os dois ferro não protegidos.


COBERTURAS EM CHAPA/FACHADAS



No caso da cobertura, existe uma grande diversidade de chapas a utilizar, mas o mais importante será a sua espessura, potenciando uma maior resistência á estrutura. A utilização de chapas quinadas leva sempre a utilizar uma chapa de menor espessura uma vez que a quinagem dá uma maior resistência (aparente) á chapa, dando a ideia errada de que parece mais forte. No caso de chapa lisa, tem que se aplicar-se uma maior espessura, para que o painel fique direito, sem ondulações, ou então dar uma ligeira quinagem, fazendo tipo almofada ficando com uma
maior resistência (aparente claro).



Ultimamente tem-se aplicado muito a chapa lacada, fica com um acabamento melhor, fugindo-se assim a uma posterior pintura que em muitos casos e com o tempo a tinta acaba sempre por cair. Como "não há bela sem senão" fazer um estrutura com chapa lacada precisa sempre de um maior cuidado, uma vez que a chapa já está previamente pintada e qualquer risco deixa o trabalho com uma imperfeição difícil de reparar.
No meu ponto de visto continuo a preferir chapa galvanizada normal, com uma pintura com tinta própria para galvanizados, aplicando directamente a cor pretendida, ou aplicando um bom aparelho especial para galvanizados e depois um bom esmalte.
Muitos são os casos que aplicaram esta tinta e a tinta acabou por sair, neste caso alguma coisa falhou, para que isto não aconteça deve fazer-se o seguinte:
- Lavagem geral da chapa com detergente para retirar toda a gordura;
- Um passagem com lixa fina para quebrar o brilho;
- Uma passagem com diluente celuloso para limpeza de acabamento e acabar de tirar o brilho.



Depois deste trabalho deve ser aplicado aparelho próprio para galvanizados, uma camada muito superficial, e aplicar o esmalte, ou então aplicar uma tinta já com cor definida também própria para galvanizados.
Estas tintas têm diversos nomes dependendo da marca a utilizar.



Nota: Não é por aplicar uma grande altura de tinta que o material vai ficar mais protegido, e no caso de a zona ficar muito exposto ao sol a tinta acaba por saltar mais facilmente. Deve ser aplicado uma camada fina de aparelho e uma camada fina de esmalte. Numa segunda pintura deve-se dar uma "lixadela" para continuar com uma camada fina. Em futuras pinturas, quando já existir uma maior camada de tinta, deve-se remover a tinta na totalidade e voltar a fazer tudo de novo, Lavagem etc, etc.
No caso de não ser galvanizado pode-se aplicar uma camada de aparelho e tinta numa quantidade maior.

quarta-feira, 11 de março de 2009

GNR QUASE "MATA" BISCATIZ



Como diz o velho ditado, “á dias em que não se pode sair de casa”, depois de várias peripécias, encontros e desencontros que me levaram a passar pela margem sul numa Sexta-feira 13, para falar verdade nem sei bem se sou supersticioso, ou até se acredito em bruxas, mas estou a ficar um pouco como os Espanhóis. “No los veo, pêro eso existen, existen”.

Depois de um dia de serviço em Lisboa, ao ter recebido um encomenda com algum material para utilização na oficina, como a encomenda se fazia acompanhar da respectiva nota não dei grande atenção á data. A noite sem dormir também não fazia correr fluentemente os poucos neurónios que me restam. Vários cenários podiam ter acontecido, sem que o desfecho fosse o que aconteceu, entre eles: não ter passado por aquele local; ter ficado a tomar um café num local qualquer, fazer magia, não sei se ser sexta 13 também conta, mas talvez, e mais importante ainda não me fazer transportar numa carrinha como vulgarmente se designa de comercial, este sim foi um dos grandes problemas. Para simplificar estava há hora errada no sítio errado e ponto final. Como dizia um politico da nossa praça “margem sul jamai”. Convínhamos também que não será o melhor trajecto para se chegar a Santarém vindo de Lisboa.

Conclusão, documentos não estavam em dia, pimba, um auto e respectivos documentos apreendidos, eu nem conseguia raciocinar, os neurónios andavam todos espalhados, e fora do local, por isso da minha parte o silêncio, da parte da autoridade o discursos de frases feita que já estamos habituados, principalmente quem se faz deslocar nesses respectivos veículos. Do meu ponto de vista, é possível muitos adjectivos para classificar a situação, descuido, ingenuidade, falta de traquejo, também um pouco falta de sorte “sexta 13”, talvez, contrastando com o excesso de zelo por parte da autoridade.

Depois do choque, a primeira coisa que me passou pela cabeça, foi, como disse um colega da arte, soldar as portas por fora e nunca mais lá entrar, e claro vender a carrinha, não queria ficar com um objecto “possuído pelo diabo”, e de seguida declarar o óbito do BISCATIZ. Até seria uma situação, a gosto de algumas das pessoas que me rodeiam.

Foi uma semana muito difícil, o meu coração quase não aguentava de ver o BISCATIZ naquela situação, depois de sete dias em “coma”, e depois de pagar a respectiva “bula”, começa a dar os primeiros sinais de vida, não é que tenha recuperado totalmente, mas como se diz o tempo cura tudo, ou quase tudo.

Estas situações custam ainda mais, porque quando temos que passar de um local para o outro, não optamos por passar por um cabo de aço, mas sim construir uma passagem sólida e bem estruturada para que nada nos aconteça, ou pelo menos correr o mínimo de riscos possíveis.

Num dos dias, ainda com o BISCATIZ em coma, resolvi abrir um jornal, e ler o respectivo signo, como referi em cima penso que não sou supersticioso, mas também não sou totalmente descrente, e também sei que aquele signo se refere á minha pessoa e possivelmente a uns milhões de chineses, entre outros milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo, mas ditas as palavras certas no sitio certo sabem sempre bem.

Não terá sido as frases que se seguem que fizeram alterar o ponto da situação, ou seja, que fizeram recuperar totalmente o BISCATIZ, mas digamos que foi um bom antibiótico, rumo á cura total.

Como dizia o poeta “enquanto tiver engenho e arte”, força e disponibilidade, vou andando por aí até à próxima contrariedade.

“A vida é feita de altos e baixos. Sem os pontos baixos não conseguiríamos superar-nos e reinventar-nos. Como saberíamos a que sabe a felicidade sem experimentar a tristeza?”

“METRO” as cartas por Vera Xavier

Já que estamos em fase de citações, aqui vai mais uma de um grande mestre;

A Felicidade exige valentia

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo …”

Fernando Pessoa