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segunda-feira, 2 de março de 2009

SOLDADURA A ESTANHO


Pode pensar-se que a solda é uma parte insignificante mas na realidade este é um material altamente técnico com qualidades peculiares para criar uma boa soldagem.
Definição de Soldagem: De forma simples e objectiva, entende-se por soldagem o processo de junção de peças metálicas através do emprego de aquecimento das partes envolvidas, até a consolidação da junta, sendo uma das principais actividades em uso numa serralharia.

SOLDADURAS A ESTANHO
A soldagem que geralmente chamamos de solda de estanho, na realidade não é composta apenas por estanho, embora outros elementos como Cobre, Prata, Bismuto, Antimónio e Cádmio podem ser somadas para obter certas características. A composição da solda varia, a mais comum é composta aproximadamente por 60% de estanho e 40% de chumbo. A percentagem de estanho pode aumentar, aumentando por isso a qualidade da solda. As soldas podem ser fornecidas em lingotes, pequenas barras e em forma de fio com diversos diâmetros e embalagem.
Verificar que o ferro tem a potência e ou temperatura adequada para o que se vai soldar e após a verificação e limpeza dos materiais de ferro, aquece os objectos que vão sofrer a soldadura de uma forma uniforme, encostando o ferro a ambos, geralmente em menos de 3 segundos ambos ficam com temperatura adequada para proceder à soldadura, dependendo da massa de ambos os objectos.
Solda em Barras 30, 40 e 50 %Sn (xPb) . . . . . . . . Sn (estanho) e Pb (chumbo)
São indicadas para soldagem de calhas, algerozes em chapa e estanhagem de peças em geral.
São produzidas a partir de estanho e chumbo de alta pureza e pesando aprox. 100g cada verga
Soldas com menos de 60% de estanho não aderem ao metal básico tão bem quanto soldas com maiores teores de estanho, e são mais frágeis e possíveis de fracturar.

FLUXO E SUA FUNÇÃO
Na hora de soldar encontramos diversos materiais pela frente, são eles prata, cobre, ligas de cobre com ferro ou aço, metal ferroso com níquel e outros, isto tudo é usado para reduzir custos de componentes e outros materiais. Todos estes metais formam uma camada de óxido quando exposto ao ar e frequentemente eles são impregnados de graxa e óleo devido ao meio ambiente e o manuseio. Esta camada de óxido e sujeira é uma barreira para a aderência da solda aos metais. O problema fica pior quando os metais estão aquecidos, porque o aquecimento acelera a formação da camada de óxido. E é ai que o fluxo age.
O composto de Breu e outros elementos químicos o fluxo é colocado dentro do fio de estanho de forma continua como um tubo, este fluxo dentro do fio de estanho pode ser de apenas um tubo ou até 5 tubos, mas o comum encontrado é o tri-fluxo que contem tubos com os elementos químicos em toda a extensão do fio de solda.
Mas o que faz o fluxo dentro do fio de solda?
O fluxo na Solda melhora a soldabilidade das partes pois permite que o ferro de solda ao aquecer o estanho primeiramente libere o fluxo interno do estanho nas partes a soldar de tal forma que a acção química do fluxo remova toda a oxidação e impurezas desses materiais permitindo que o estanho em seu estado liquido encontre as áreas a serem soldadas livres de impurezas para uma perfeita aderência.
Uma solda bem feita terá um acabamento luminoso e brilhante com quase todo o fluxo evaporado durante o processo soldagem.
A soldadura consiste em unir as partes a soldar de maneira que se toquem ficando cobertas com uma camada de estanho fundido que, uma vez arrefecido, constituirá uma verdadeira união electrónica
- Tensão: A maioria dos ferros funciona directamente no sector 110/220V. Entretanto, a baixa tensão (por exemplo 12V ou 24V) é geralmente valor comum de uma estação de soldadura.
- Potência: Tipicamente, podem ter uma avaliação de potência entre 15-25 watts, suficiente para a maioria de trabalho.
Uma potência mais elevada não significa que o ferro fique mais quente - simplesmente meios que há mais calor de reserva para lidar com as junções com uma área maior. Isto depende em parte da ponta do ferro. Deve-se no entanto considerar a utilização de um ferro de maior potência quando se pretende fazer um trabalho contínuo maior, uma vez que um ferro de maior potência não arrefece tão rapidamente.
Para electrónica e montagem de circuitos, a solda mais utilizada é a que vem em fios de 0,8 a 1,2 mm de espessura e com proporção de estanho-chumbo de 60/40.
As ligas são designadas pelas proporções de Sn e Pb, por exemplo 70/30 significa 70% de Sn e 30% de Pb.
São usadas ligas 70/30, 60/40, 50/50, 40/60, etc. Apresentam baixo ponto de fusão e podem ser empregadas com ferros de soldar ou maçaricos de GLP.
Podem ser usadas para soldagem de Cu (cobre) e suas ligas, como latão e bronze, mas não servem para soldar outros metais,
como Al (alumínio) e Fe (ferro). As Soldas de Estanho são largamente utilizadas para soldagem principalmente na eletro-eletrônica e na hidráulica.
Na eletro-electrônica, são mais usadas as soldas em forma de fios com a liga 60/40 ou a 63/37, que é a mistura eutética, com ponto de fusão de 183ºC. As aplicações são a soldagem de componentes em placas de circuito impresso, soldagem de terminais e conectores em cabos eléctricos, etc.

SOLDADURA POR PONTOS

O mais conhecido processo de soldadura por resistência. Regra geral, destinado à soldadura de chapas de metal.

A solda limita-se a um ou mais pontos e as duas peças acabam, habitualmente, por se sobrepor. Como norma, utilizam-se pontas de eléctrodos.

O aquecimento mediante corrente eléctrica é amplamente usado para a soldadura de metais. Normalmente utiliza-se a corrente alternada (rede eléctrica), a qual é bastante conveniente para a obtenção das intensas correntes necessárias ao processo. A técnica mais comum para a obtenção de tais correntes implica no uso de um transformador abaixador de tensão.

As peças metálicas, a serem unidas pela soldadura eléctrica, são postas em contacto, faz-se fluir por elas uma corrente eléctrica intensa. A região da junção apresenta uma resistência eléctrica muito maior que aquelas impostas pelas peças metálicas e, por isso, ali, a temperatura eleva-se rapidamente até a temperatura de soldadura; forças de compressão são aplicadas para completar o processo.

Soldadura Eléctrica por Pontos

Um método diferente, conhecido como soldadura por pontos, é o mais empregue para soldar placas ou lâminas metálicas. As folhas, sobrepostas, são apertadas entre dois eléctrodos de uma liga de cobre de grande condutividade, amiúde resfriados interiormente. Quando passa a corrente entre dois eléctrodos, o ponto de união das lâminas aquece até á temperatura de soldadura; então corta-se a corrente e afastam-se os eléctrodos.

A soldadura por pontos é frequentemente usada em lugar da rebitagem; com máquinas automáticas de solda eléctrica por pontos o processo torna-se uniforme e rápido, demorando a soldadura de cada ponto apenas una fracção de segundo.

Nota: Os métodos esboçados acima denominam-se soldaduras por resistência, porque se baseiam na resistência eléctrica das superfícies metálicas em contacto.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

SOLDADURA OXI-ACETILENO


Solda feita por aquecimento das peças com chama obtida de gás oxi-combustíveis é chamada de "solda a gás". Este processo foi introduzido industrialmente em 1903 e foi usado extensivamente, aproximadamente, por meio século. No entanto, com o desenvolvimento de métodos mais sofisticados é agora largamente usado para unir componentes e reparo de metais ferrosos e nao-ferrosos. Como processo não requer electricidade alguma vez seu uso é indispensável, principalmente onde não existe electricidade.

A intensidade do calor gerado na chama depende da mistura do gás oxi-combustível a uma determinada pressão dos gases. O Oxigénio é utilizado para proporcionar combustão do gás mas pode ser usado ar comprimido no lugar do oxigénio, mas isto proporciona uma baixa eficiência térmica e consequentemente redução na velocidade de soldagem; a qualidade da solda também é afectada. A escolha do gás é importante, pois permite obter uma velocidade de soldagem e uma qualidade desejada no cordão de solda.

O gás mais utilizado é o acetileno, podendo também ser utilizados outros gases mas os mesmos fornecem menos intensidade de calor e por isso uma menos temperatura.

Em conclusão: Os gases mais usados em solda de gás oxi-combustivel são o oxigénio e o acetileno.

Principais características destes gases:

- Oxigénio - É um gás incolor, inodoro, insípido e ligeiramente mais pesado que o ar;

- Acetileno - É um gás industrial incolor que tem um picante e nauseante odor a alho devido à presença de impurezas.

Equipamento necessário para a solda:

- Cilindros de Oxigénio e de Acetileno;

- Válvulas de regulação de saída/regulação dos gases;

- Mangueiras para condução dos gases até á tocha;

- Tocha com vários tipos de bocais;

- Carro de transporte dos cilindros (Opcional)

CILINDROS:

Existe uma grande variedade de cilindros de gás comprimido, de diversas capacidades e cor. Na maioria dos países o mais utilizado industrialmente são os cilindros com cerca de 6 a 7 m3, de cor preta para oxigénio e marrom para acetileno.

VÁLVULAS:

As válvulas têm como função primária fechar e abrir o ar comprimido liquefeito no cilindro, cada válvula consiste numa haste que pode ser movida para cima ou para baixo pela rotação de um disco de forma a levantar ou baixar a placa da válvula abrindo e fechado o circuito.

REGULADORES DE PRESSÃO

Servem para regular a pressão dos gases necessários, para reduzir a pressão do gás dos cilindros e controlar a pressão que está a ser usada na tocha.

MANGUEIRAS

São mangueiras reforçadas que levam os gases dos cilindros para a tocha, e que têm normalmente as cores vermelhas e preta.

TOCHA

Uma tocha de soldagem tem o propósito de fornecer volumes correctos de gás combustível e de oxigénio, e misturá-los adequadamente para a combustão para atender as especificações da solda projectada. O fluxo de gás na tocha é controlado com a ajuda de duas válvulas localizadas no punho da tocha.

BICOS

O bico da tocha de solda é a parte na qual se localiza na frente onde ocorre a mistura de gás, esta mistura é feita internamente a tocha antes de entrar em ignição para dar a chama desejada. Os bicos possibilitam o soldador guiar e direccionar a chama para o trabalho com facilidade e eficiência.

LIMPADOR DE BICOS

Para controlar a chama de gás oxi combustível é essencial que o orifício do bico de solda esteja limpo, liso e paralelo. Para que o bico se encontre em perfeitas condições será necessário corrigi-lo e todas as partículas removidas com a ajuda de um limpador de bico.

CHAMA OXI-ACETILENO

Uma chama oxi-acetileno consiste de três partes visíveis, uma dentro do cone, uma zona reduzida no meio conhecida como penacho acetileno, uma zona exterior oxidante denominada chama envolvente ou flamejante. Toda a chama é produzida pelo suprimento de aproximadamente volumes iguais de acetileno e oxigénio para a tocha de solda.

TIPOS DE CHAMA

Há três tipos básicos de chama "chama Redutora ou Carburante, chama Neutra ou Balanceada e chama Oxidante"

- A chama Redutora ou Carburante tem excesso de acetileno

- A chama Neutra ou Balanceada tem, aproximadamente a mesma proporção ou volume de acetileno e oxigénio. Esta estrutura consiste em duas partes chamadas de cone interior e cobertura exterior. Ela apresenta um cone interior claro, bem definido e luminoso indicando que a combustão e completa. Esta chama tem um som característico de um assobio e é o tipo de chama mais usado para soldar metais.

- A chama oxidante apresenta um excesso de oxigénio, ela consiste num cone interior branco muito curto e uma cobertura exterior mais curta. Esta chama tem um som característico tipo um ronco ruidoso. A redução do cone interior é um sinal do excesso de oxigénio. Ela é a chama mais quente produzida por uma fonte de gás combustível e oxigénio. Fica um cordão de solda com aparência suja, e é mais usada para soldar ligas à base de cobre, ligas à base de zinco e alguns metais ferrosos como o aço manganês e alguns ferros fundidos.

TÉCNICA DE SOLDAGEM A GÁS

Existem duas técnicas básicas de soldagem a gás dependendo da direcção do maçarico de solda: Soldagem para frente e soldagem para trás. Na soldagem para a frente a vareta vai á frente da chama, enquanto que na soldagem para trás a vareta segue a chama. Na Soldagem para a frente é feita uma distribuição do calor mais uniforme, ficando assim uma altura e largura do cordão mais uniforme.

Uma das principais vantagens da solda para trás é a rapidez, e não precisar de fazer grandes movimentos da tocha.

Tanto na soldadura para a frente ou para trás pode ser feita com ou sem material de adição. Para efectuar a soldadura sem material de adição deve-se utilizar materiais com espessuras abaixo dos 3 mm.

O material de adição deve ser escolhido de acordo com o diverso material a soldar. Para cada tipo de metal deve-se aplicar um material diferente de adição, deve também utilizara-se um tipo de chama adequado e também deve ter em conta o fluxo.

APLICAÇÕES:

A solda a gás oxi-acetilênica é indispensável no reparo de peças ferrosas e não ferrosas, manutenção e reparo, solda de tubos de pequeno diâmetro e para pequenas indústrias.

Devido a menos intensidade de calor e ciclo menos severos comparado com o arco de solda, a solda a gás é largamente usada para soldar metais duros como aço carbono e algumas ligas de aço.

A solda a gás para metais espessos é lenta comparada com o arco de solda, no entanto, a taxa de penetração é melhor controlada pela solda a gás, isto deve-se ao facto de o processo é usado para a solda profunda de juntas de tubos que são seguidos pelo cordão ao arco de solda.

sábado, 31 de janeiro de 2009

SOLDADURA TIG


SOLDADURA POR ARCO ELÉCTRICO COM PROTECÇÃO GASOSA (TIG)

A soldadura por arco eléctrico com protecção gasosa e eléctrodo de tungsténio não consumível, também conhecida como “soldadura com gás e tungsténio” ou soldadura TIG (Tungsten Inert Gas), é um processo que utiliza um eléctrodo de tungsténio não consumível. O eléctrodo, o arco e a área circundante ao banho em fusão são protegidos da contaminação atmosférica por um envelope de gás inerte. Caso seja necessária uma adição de material, esta é feita através da fusão de material proveniente dum fio ou vareta no banho em fusão.


PROCESSO DE SOLDADURA TIG (Tungsten Inert Gas)

A soldadura TIG produz metais depositados excepcionalmente limpos e de alta qualidade. Dado que não se produz qualquer tipo de escória, elimina-se a possibilidade de inclusões no metal depositado e o cordão final é limpo não exigindo grande nível de limpeza. A soldadura TIG pode ser utilizada para a união de quase todos os tipos de metais, sendo este processo adequado quer para soldadura manual como para soldadura mecanizada ou automatizada. O processo TIG é frequentemente utilizado para a soldadura do alumínio e dos aços inoxidáveis em que a integridade dos metais depositados é de crucial importância, razão pela qual é usado na obtenção de juntas soldadas de elevada qualidade nas indústrias nuclear, química, aeronáutica e processuais.



A soldadura TIG produz metais depositados excepcionalmente limpos e de alta qualidade. Dado que não se produz qualquer tipo de escória, elimina-se a possibilidade de inclusões no metal depositado e o cordão final é limpo não exigindo grande nível de limpeza. A soldadura TIG pode ser utilizada para a união de quase todos os tipos de metais, sendo este processo adequado quer para soldadura manual como para soldadura mecanizada ou automatizada. O processo TIG é frequentemente utilizado para a soldadura do alumínio e dos aços inoxidáveis em que a integridade dos metais depositados é de crucial importância, razão pela qual é usado na obtenção de juntas soldadas de elevada qualidade nas indústrias nuclear, química, aeronáutica e processuais.

Trata-se de um processo de Soldadura por Fusão utilizando energia eléctrica em que o cordão de soldadura pode ser obtido de duas maneiras:
- Pela fusão do material base (em espessuras finas e com as juntas sobrepostas)
- Adição ao material de uma vareta em fusão com o material base.

A protecção gasosa do eléctrodo faz-se utilizando um gás inerte (Árgon ou Hélio) para obter a solidificação do cordão.


Tipo de Corrente eléctrica:


- Contínua: DC(+)/DCEP (Direct-Current Electrode Positive) ou DC(-)/DCEN (Direct Current Electrode Negative)
- Alternada: AC
- Corrente Pulsada (DC ou AC)

O principio de funcionamento tem como base a técnica de Curto-circuito por toque ou riscamento do eléctrodo na peça.

A escolha do tipo de corrente tem como base o seguinte princípio:
- DC - Aços não ligados e ligados, Aços Inoxidáveis, Cobre, Titânio, ETC
- AC - Alumínio e suas ligas, Magnésio e suas ligas.
(O AC no alumínio é utilizado devido á sua temperatura de fusão)


EFEITO DO AQUECIMENTO SOBRE AS PEÇAS (Alumínio)

Corrente DC (-) - Aquecimento/Fusão - Controlo do Banho Difícil
Corrente DC (+) - Sobreaquecimento do eléctrodo - Quebra da camada de óxidos
Corrente AC (Ciclo -) - Aquecimento/Fusão - Controlo do Banho Difícil
Corrente AC (Ciclo +) - Sobreaquecimento do eléctrodo - Quebra da camada de óxidos


VANTAGENS DESTE TIPO DE SOLDADURA:

- Solda todo o tipo de metais;
- Bom controlo e penetração;
- Possibilidade de usar AC ou DC em função do material a soldar;
- Facilidade de soldar em todas as posições;
- Boa acessibilidade e possibilidade de automatização;
- Baixos níveis de hidrogénio;
- Sem escória.


DESVANTAGENS:

- Comprimento fixo so consumível cerca de 1000 mm (comprimento da vareta);
- Baixo rendimento;
- Baixo factor de marcha;
- Limitado a espessuras de 10 mm
- Necessária boa competência do soldador;
- Grande sensibilidade às correntes de ar; (Devido á utilização dos gases);
- Custos dos gases de protecção. (Contrato/Gases)


SEGURANÇA:

- Utilização de EPI'S adequados: Máscara ou viseira, óculos, luvas e vestuário de couro;
- Ligação a uma tomada munida de uma terra;
- Fumos, Fogos e Queimaduras;
- Calor do arco de soldadura;
- Chuva vapor de água e humidade;
- Meio inflamável, postos inflamáveis;
- Empregados utilizando pacemaker.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SOLDADURA ARCO ELÉCTRICO REVESTIDO


SOLDADURA ARCO ELÉCTRICO REVESTIDO (SER)
A soldadura manual com arco eléctrico (Manual Metal Arc=MMA) é também conhecida como soldadura com Arco Protegido, Soldadura com Eléctrodo Revestido (SER) ou “soldadura electrogéneo”. É o mais antigo e versátil dos vários processos de soldadura.
No processo SER é estabelecido um arco eléctrico entre a ponta dum eléctrodo revestido e a peça de trabalho o que origina a transferência ao longo do arco de gotas de metal em fusão para o banho de fusão formado na zona da junta de soldadura. Estas gotas de metal, bem como todo o banho em fusão, são protegidas da contaminação atmosférica através de um envelope gasoso gerado pela decomposição do revestimento do eléctrodo. A escória que se produz flutua sobre o banho em fusão protegendo o metal depositado da contaminação atmosférica durante o período de solidificação. A escória que, entretanto, solidificou deve ser removida após a execução de cada passe de soldadura.

Actualmente produzem-se centenas de tipos de eléctrodos contendo ligas que garantem aos respectivos metais depositados características de durabilidade, resistência mecânica e ductilidade. Este processo é essencialmente utilizado para a soldadura de ligas ferrosas na fabricação de estruturas metálicas, na construção naval e nos trabalhos de metalomecânica em geral. Apesar da relativa lentidão de execução do processo, devido às trocas de eléctrodo e à necessidade de remover a escória, esta permanece como uma das técnicas de soldadura mais flexíveis apresentando vantagens notórias em áreas de acesso restrito.
A soldadura é um processo que visa a união localizada de materiais, similares ou não, de forma permanente, baseada na acção de forças em escala atómica semelhantes às existentes no interior do material e é a forma mais importante de união permanente de peças usadas industrialmente. Existem basicamente dois grandes grupos de processos de soldagem. O primeiro baseia-se no uso de calor, aquecimento e fusão parcial das partes a serem unidas, denominado "processos de soldagem por fusão". O segundo se baseia na deformação localizada das partes a serem unidas, que pode ser auxiliada pelo aquecimento dessas até uma temperatura inferior à temperatura de fusão, conhecido como "processos de soldagem por pressão" ou "processos de soldagem no estado sólido".
O processo permite a soldadura de aços carbono e inoxidáveis, ferros fundidos, cobre, níquel e alguns tipos de alumínio em todas as posições

SOLDAGEM VS SOLDADURA
Um dos erros mais comuns na língua leigo\industrial é dizer que Soldagem é a mesma coisa que Soldadura, mas este facto não se verifica. A soldadura é um conjunto de diferentes processos descritos abaixo, mas a soldagem é um único processo de fabrico, que por sua vez não se encontra descrito nesta divisão que tem como título "Soldagem"
VANTAGENS:
* Baixo custo do equipamento
* Versatilidade
* Soldagem em locais de difícil acesso
* Disponibilidade de consumíveis no mercado
DESVANTAGENS:
* Baixa produtividade devido à taxa de deposição
* Necessidade de remoção de escória
* Dependente da habilidade do soldador
* Produção de fumos e respingos
* Qualidade do cordão inferior aos processos TIG, Plasma e MIG
* Posição de soldagem restrita
SEGURANÇA:
- Utilização de EPI'S adequados: Máscara ou viseira, óculos, luvas e vestuário de couro.
- Ligação a uma tomada munida de uma terra;
- Fumos, Fogos e Queimaduras;
- Calor do arco de soldadura;
- Meio inflamável, postos inflamáveis;
- Protecção contra a projecção da escória (carepa), ou ser removida
- Não ter as mãos húmidas na colocação dos eléctrodos, sempre que possível usar luvas.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

SOLDADURA MIG-MAG


Na soldadura ao arco eléctrico com gás de protecção – GMAW – “GÁS Metal Arc Welding”, também denominado como soldadura MIG/MAG (MIG – “Metal Inert Gás” e MAG – “Metal Active Gás”). Um arco eléctrico é estabelecido entre a peça e um consumível na forma de arame. O arco funde continuamente o arame à medida que este é alimentado à poça de fusão. O metal de solda é protegido da atmosfera pelo fluxo de um gás inerte ou activo.

Este conceito foi introduzido por volta de 1920, tendo sido tornado mais conhecido em 1948 e utilizado com um gás inerte para soldagem em alumínio. Foi nesta altura aplicado o termo soldagem MIG. Por fim o termo MAG aplica-se quando da aplicação de gases reactivos.

O processo de soldadura funciona com corrente contínua, normalmente com o arame no pólo positivo, normalmente denominada polaridade reversa.
As melhorias tornaram o processo MIG/MAG aplicável a todos os metais comercialmente importantes, assim como os aços, o alumínio, aços inoxidáveis, cobre entre outros. A estes materiais pode ser aplicada uma soldadura desde 0,76mm, em todas as posições.
É fácil escolher o equipamento, o arame e o gás de protecção e condições de soldagem.

Vantagens e Desvantagens deste tipo de soldadura quando comparado ao eléctrodo Revestido, arco submerso ou TIG:
• A Soldadura pode ser executada em todas as posições;
• Não há necessidade de remoção de escória;
• Alta taxa de deposição do metal de solda;
• Tempo de execução de cerca de metade do tempo, quando comparado com o eléctrodo revestido.
• Alta velocidade na soldadura, (em principio) menos distorção das peças;
• Facilidade de preencher todo o tipo de abertura ou falha, logo o reparo é mais eficiente;
• Não há perdas de pontas como no eléctrodo revestido.

O processo MIG/MAG utiliza a técnica de transferir do arame para a poça de fusão, esta transferência ocorre por curto-circuito eléctrico.
Nesta transferência são utilizados arames de diâmetro na faixa de 0,8mm a 1,2mm, a qual é obtida uma pequena poça de fusão de rápida solidificação.

Os equipamentos deste tipo de soldadura podem ser usados de modo manual ou automática, os principais elementos utilizados são:
• Tocha de soldadura;
• Motor de alimentação de arame;
• Fonte de energia

Os gases são utilizados para expulsar o ar atmosférico da região da soldadura, para evitar a contaminação da poça de fusão.
Esta utilização do gás deve ser utilizada de uma forma correcta, a utilização quer de uma grande quantidade de gás, quer um fluxo fraco pode contaminar a poça de fusão.

Neste particular do gás é uma das desvantagens em relação ao arco revestido, uma vez que em zonas de corrente de ar o gás não faz uma protecção eficaz do arco contaminando a soldadura.
Na prática também se verifica que o gás no inverno e com temperaturas baixas condiciona a cobertura eficaz do arco.

O Arame, é uma das escolhas que tem que ser feita para efectuar uma boa soldadura, combinando também com a escolha do gás. No entanto com o grande avanço na soldadura industrial levou a que a selecção fosse mais simplificada produzindo arames com melhores resultados e com materiais de base específicos.

Os Materiais ferrosos, devem além de utilizar o arame indicado, estar livre de corrosão e outras sujidades, tais como restos de tintas, etc.

FUMOS E GASES podem prejudicar a saúde:
Mantenha a cabeça longe dos fumos, não respire os fumos e os gases causados pelo arco eléctrico. Deve certificar-se que dispõe de uma ventilação suficiente. O tipo e a quantidade de fumos e gases dependem do equipamento, das condições de trabalho e dos consumíveis utilizados. Devem ser feitos testes para determinar quais os equipamentos protectores necessários.


A radiação do arco eléctrico e os respingos podem causar danos aos olhos e queimar a pele, sendo assim deve utilizar diverso tipo de material de segurança tais como:
• Roupas de protecção, aventais etc.;
• Botas de segurança;
• Toucas;
• Luvas;
• Roupas limpas, por exemplo sem óleos;
• Protecção dos ouvidos;
• Proteja os seus colegas mais próximos, exemplo biombos.